QUESTÕES
01. (VUNESP/2013)
Em uma escola de Ensino Fundamental
I, inserida num contexto social carente de espaços e de oportunidades
culturais, o fechamento da biblioteca por falta de profissional disponível para
assumir a coordenação de seu funcionamento levou os professores a debaterem com
a direção/coordenação a importância da biblioteca escolar, especialmente para
os alunos dos anos iniciais. Baseando-se em Colomer (2002), reorganizaram a
biblioteca da escola de modo a oferecer às crianças a oportunidade de
frequentarem um ambiente que seja
(A) silencioso, quebrando a rotina
do trabalho escolar, na medida em que podem sair da sala de aula e realizar
pesquisas, utilizando livros que lhes possibilitem obter informações adicionais
face à incompletude de seus livros didáticos.
(B) lúdico e sirva essencialmente à
espontaneidade das manifestações infantis, uma vez que, nos anos iniciais, deve
ser preservada como um dos locais onde elas convivam umas com as outras, livres
do controle e pressão exercidos pelos adultos.
(C) um lugar central de
conhecimento, no qual experimentem a leitura como instrumento que lhes
proporcione o acesso sem intermediários a um mundo amplo de possibilidades de
saber e exerçam sua vontade de escolha.
(D) pedagógico, com formato próprio
dos ambientes de trabalho intelectual, para que aprendam a disciplina, e o
valor dos estudos, reconhecendo o empenho dos colegas mais compenetrados que
expressam seriedade, dedicação e prazer em ler.
(E) modernizado, com acesso a
computadores conectados à internet, uma vez que a leiturização na sociedade do
conhecimento não pode prescindir da tecnologia, cuja vantagem sobre os livros é
permitir a seleção de informações muito rapidamente.
02. (VUNESP/2013)
Saviani (2010), um dos formuladores
da pedagogia histórico-crítica, que se funda em concepções do materialismo
histórico, explica que, no âmbito didático, essa pedagogia “adota” um método
que, em suas bases psicológicas, apoia-se na psicologia histórico-cultural
desenvolvida por Vygotsky. Professores adeptos dessa pedagogia e dessa
metodologia podem encontrar o mesmo referencial vygotskyano em Schneuwly e Dolz
(2004), a respeito do ensino de linguagem oral. Segundo estes autores, o ensino
de linguagem oral deve
(A) levar em conta a linguagem oral
praticada pelos estudantes, contrapondo a ela formas mais cultas e
corretas para serem valorizadas e
exercitadas.
(B) tomar os gêneros textuais como
entrada privilegiada, pois eles são produtos sócio-históricos
densos de significação e instrumentos
para a ação de linguagem.
(C) tomar os gêneros textuais orais
como ponto de partida para todo o trabalho com textos escritos de todos os
gêneros e para o ensino da gramática.
(D) acontecer num movimento
dialético com o ensino de linguagem escrita, alternando-se o início das
unidades didáticas com a escrita ou com a oral.
(E) ser fiel às práticas sociais de
comunicação nascidas no seio da cultura familiar e da classe social, cabendo à
escola aprimorá-las respeitando sua identidade.
03.(VUNESP/2009)
De acordo com Dolz e Schneuwly,
a impossibilidade de se trabalhar o oral separadamente da escrita decorre do
fato de que:
(A) a escola deve considerar que a escrita tem precedência sobre as formas orais da língua.
(B) os alunos, antes de aprender a ler, aprendem a interpretar oralmente textos escritos.
(C) o objetivo da escola é supervalorizar as marcas do oral em comparação com as características da modalidade escrita.
(D) o oral, por suas
especificidades linguísticas, por si só, não pode se constituir como objeto
legítimo de
ensino.
(E) as situações de comunicação no âmbito escolar se dão mais de forma escrita que oral.
(E) as situações de comunicação no âmbito escolar se dão mais de forma escrita que oral.
04. (VUNESP/2013) Analise o
relato a seguir para responder à questão.
A criança chegou em nossa escola aos
nove anos e não sabia ler nem escrever convencionalmente, depois de ter passado
por duas escolas de ensino fundamental. Como quem pede desculpas, a mãe
esclareceu que a criança frequentou por quatro anos a educação infantil e que
teve esse cuidado de colocar a criança na escola desde muito cedo porque ela
não sabe ler e escrever, logo não poderia ajudar o filho em casa. Revelando
muita preocupação, tirou cuidadosamente folhas e cadernos da criança de uma
sacola. Observamos que as práticas pedagógicas na primeira escola enfatizaram
uma série de atividades de prontidão. A criança por quase um ano realizou
atividades diferenciadas dos demais colegas da turma, o que a desestimulou.
Entristecida, foi matriculada em uma segunda escola. O caderno da segunda
escola era recheado de cópias extensas de textos com letra de forma, ou
bastão. Em determinado momento de nosso diálogo, a criança nos interrompeu,
informando que, se alguém ditasse as letras do alfabeto, ela conseguiria, às
vezes, sim, escrever.
De acordo com Ferreiro em Com todas
as letras(2010) e em Reflexões sobre alfabetização(2010):
(A) escrever é decodificar e
compreender as funções da língua escrita na sociedade, objetivo ausente dos
programas de alfabetização.
(B) a criança pode conhecer o nome
(ou o valor sonoro convencional) das letras, e não compreender exaustivamente o
sistema de escrita.
(C) se o professor concebe a
escrita como um sistema de representação, concebe a sua aprendizagem como a
aquisição de uma técnica.
(D) crianças copistas experientes
compreendem o modo de construção do que copiam, mas não escrevem
convencionalmente.
(E) se o professor concebe a
escrita como um código de transcrição, converterá a alfabetização em uma
aprendizagem conceitual.
05. (VUNESP/2013)
Leia os trechos seguintes para resolver a questão.
A apreensão do mundo é sempre situada historicamente, porque o sujeito
está sempre em relação com outro(s). O sujeito vai constituindo-se
discursivamente, apreendendo as vozes sociais que constituem a
realidade em que está imerso, e, ao mesmo tempo, suas inter-relações dialógicas.
(Fiorin, 2006)
Resumindo o que foi dito até aqui nesta seção: a capacitação
especificamente humana para a linguagem habilita as crianças a providenciar
instrumentos auxiliares na solução de tarefas difíceis, a superar a ação
impulsiva, a planejar uma solução para um problema antes de sua
execução e a controlar seu próprio comportamento. Signos e palavras
constituem para as crianças, primeiro e acima de tudo, um meio de contato
social com outras pessoas. As funções cognitivas e comunicativas da linguagem
tornam-se, então, a base de uma forma nova e superior de atividade nas
crianças, distinguindo-as dos animais.
(Vygotsky, 2007)
Levando em consideração concepções de Vygotsky e de Bakhtin
(Fiorin, 2006), a Pedagogia HistóricoCrítica, explicitada por Saviani
(2010), adota um método didático que:
(A) envolve os estudantes nos problemas da prática social da
comunidade, relaciona-os com os conteúdos do programa da série e propõe
com fartura exercícios de aplicação dos conhecimentos adquiridos
em situações da vida cotidiana.
(B) parte da experiência individual dos sujeitos envolvidos na
relação pedagógica e relaciona-a com os conceitos-chave da programação
oficial, orientando os estudantes a questionar a realidade na busca
da conquista de seus objetivos e metas pessoais.
(C) parte da prática social dos sujeitos envolvidos na relação
pedagógica, problematizando-a, instrumenta teoricamente os estudantes
para sua análise e retorna à prática social, potencialmente transformada
pela incorporação do conhecimento construído.
(D) parte dos conhecimentos historicamente construídos, presentes
na programação escolar, e envolve os pais e a comunidade para definir os
projetos didáticos, tendo em vista que a prática social da comunidade deve
ser beneficiada pelo trabalho educativo da escola.
(E) parte do conhecimento do professor, a respeito de seu
componente curricular, e relaciona-o com interesses da faixa etária dos
estudantes e com demandas da realidade imediata em que estão
inseridos, com vistas a cumprir a função social da escola.
06. (VUNESP/2013)
Vygotsky (2007) afirma que o
aprendizado se dá quando propomos atividades que se adiantam ao
desenvolvimento, trabalhando funções psicológicas que estão em vias de se completarem.
Isso significa que na relação pedagógica devemos
(A) criar situações didáticas
baseadas em conteúdos do programa das séries escolares mais adiantadas.
(B) partir dos pré-requisitos para
a aprendizagem dos conteúdos da série, revisando o programa da série anterior.
(C) realizar intervenções que
desafiem e apoiem os alunos para que avancem em suas aprendizagens potenciais.
(D) introduzir conteúdos complexos
que levem os alunos a estudar além daquilo que está nos livros didáticos.
(E) organizar situações em que o
aluno demonstre aquilo que já aprendeu dentro e fora da escola.
Considere a situação que segue para
responder à questão nº 7
Alunos egressos do Ensino Fundamental
I matricularam-se em uma escola de Ensino Fundamental II, próxima. Os professores
que receberam esses alunos encaminharam a seus ex-professores dados de
avaliação que revelavam dificuldade de leitura desses estudantes. A avaliação
diagnóstica, realizada na escola de Ensino Fundamental II, explicitou que os
ex-alunos da escola de Ensino Fundamental I decodificavam perfeitamente
quaisquer tipos de materiais escritos, mas não conseguiam compreendê-los.
Os professores do Fundamental I
concordaram que esse problema, expressivo entre os seus ex-alunos, é também
explícito entre os seus alunos atuais. Desse modo, revelaram interesse em
estudar para superar o problema de ensino-aprendizagem identificado.
07. (VUNESP/2013)
A coordenadora pedagógica dessa
escola de Ensino Fundamental I propôs à equipe de professores com a qual trabalha
um estudo acerca do ensino de estratégias de leitura consideradas em Solé
(1998): formular previsões e perguntas sobre o texto lido; esclarecer possíveis
dúvidas e resumir as ideias do texto.
Após seis meses de utilização de tais
estratégias, os professores observaram impacto positivo no desenvolvimento da
competência leitora dos alunos.
De acordo com Solé (1998), podemos
afirmar que tal impacto está relacionado ao fato de que, por meio das
estratégias de leitura, o professor ensina aos alunos que
(A) ler é um procedimento, assim é
relevante assistirem aos processos/modelos de leitura, verem e entenderem como
o professor utiliza tais estratégias, como faz uma interpretação de texto.
(B) o resumo é um instrumento de
avaliação, assim comprometem-se com o estudo da leitura compartilhada em sala
de aula, a fim de compreenderem o texto explorado com ajuda do professor.
(C) a leitura para simples deleite
deve ser secundarizada, em favor dos estudos dos textos didáticos, os quais
contêm e promovem o acesso ao conhecimento válido e que será útil para a vida
adulta.
(D) a complexidade que caracteriza
a leitura pode ser enfrentada, pois a professora formula perguntas
sobre o texto que os fazem
identificar a ordem precisa dos fatos para a elaboração do resumo.
(E) durante a leitura e o estudo do
texto, também são avaliados, uma vez que o professor pontua positivamente as
participações, faz elogios, premia os alunos mais atentos e que acertam as
respostas.
08. (VUNESP/2013)
Segundo as indicações de Isabel
Solé (1998), o professor pode desenvolver boas estratégias durante a leitura de
textos com seus alunos, entre elas:
(A) antecipações ou criação de
expectativas sobre o texto.
(B) localização do nome do autor na
capa do livro.
(C) identificação de referências a outros
textos.
(D) avaliação das informações ou
opiniões emitidas no texto.
(E) avaliação crítica do texto.
09. (VUNESP/2013)
Weisz (2002), em O diálogo entre ensino e aprendizagem, afirma que o
conhecimento avança quando o aprendiz enfrenta questões sobre as quais ainda
não havia parado para pensar. A consequência didática dessa afirmativa é que o
professor deve:
(A) garantir a máxima circulação de
informações em sala de aula, apresentando situações e materiais diversos,
promovendo interação entre os alunos e situações que favoreçam a ação do
aprendiz sobre aquilo que é seu objeto de conhecimento.
(B) propor questionários
individuais nos quais os alunos possam mostrar aquilo que já sabem, situando os
conteúdos que ainda não aprenderam, para posteriormente perguntar ao professor,
sem atrapalhar o aprendizado dos demais colegas.
(C) manter um clima de ordem e
silêncio na sala de aula, com pouca interação entre os alunos, para que não
haja interferência de ideias e cada um possa pensar sobre temas novos, a partir
dos saberes que tem e da ajuda do professor.
(D) impedir que os alunos misturem
as experiências que possuem fora da escola com os conteúdos organizados
didaticamente em sala de aula, para assim poderem pensar de uma forma diferente
da que aprenderam na vida em sociedade.
(E) preparar-se bem quanto ao
conteúdo a ser ensinado, antes de propor novas questões para a reflexão do
aluno, de modo a não ficar vulnerável frente a dúvidas dos estudantes, já que
se espera dele a
orientação sobre a forma correta de
pensar.
Leia o texto para responder às questões de números 10 e 11.
Como as crianças constroem hipóteses sobre a escrita e seus usos a partir da participação em situações nas quais os textos têm uma função social de fato, frequentemente as mais pobres são as que têm as hipóteses mais simples, pois vivem poucas situações desse tipo. Para elas a oportunidade de pensar e construir ideias sobre a escrita é menor do que para as que vivem em famílias típicas de classe média ou alta, nas quais as crianças ouvem frequentemente a leitura de bons textos, ganham livros e gibis, observam os adultos manusearem jornais para buscar informações, receberem correspondência, fazerem anotações, etc. É comum, por exemplo, crianças de famílias que fazem uso cotidiano da escrita pedirem desde bem pequeninas – e por razões muitas vezes puramente afetivas – para que alguém escreva seu nome e dos outros parentes por escrito. São situações que lhe permitem perceber que têm um nome e que esse nome se escreve, que as outras pessoas da família têm nomes e que esses nomes também se escrevem. Além disso, costumam ter contato significativo com marcas de produtos, títulos de histórias, escritos de placas... Assim, essas crianças, antes mesmo de entrarem na escola, passam a ter um repertório de palavras conhecidas, isto é, sabem o que elas querem dizer e conhecem a forma convencional de sua escrita. Esse repertório de palavras dá sustentação à sua reflexão, ajuda-as a pensar sobre características do sistema de escrita e representa uma enorme vantagem quando elas são oficialmente iniciadas na alfabetização.
Isso não significa que as crianças
pobres não tenham acesso à escrita ou não possam refletir sobre seu
funcionamento fora da escola. No entanto, como essas práticas habitualmente não
fazem parte do cotidiano do seu grupo social de origem, costumam iniciar a
escolarização em condições muito menos vantajosas do que aquelas que participam
de práticas sociais letradas desde pequenas.
Mas, vindas de famílias pobres ou não, hoje – como no passado – é muito comum que, mesmo tendo o professor cuidadosamente ensinado a escrever moleque, elas escrevam muleci. O que o professor vai fazer a partir desse momento – a ação pedagógica que vai desencadear – dependerá, fundamentalmente, de sua concepção de aprendizagem. Porque, tendo consciência disso ou não, todo ensino se apoia em uma concepção de aprendizagem. Se o professor imagina o conhecimento como algo que, pela ação do ensino, é oferecido às crianças para que o absorvam tal como ele está dado, obviamente o menino que escreveu muleci não terá aprendido o que ele ensinou. A ideia de que é possível ensinar uma coisa e o aluno aprender outra é completamente estranha a quem concebe o conhecimento dessa forma.
Mas, vindas de famílias pobres ou não, hoje – como no passado – é muito comum que, mesmo tendo o professor cuidadosamente ensinado a escrever moleque, elas escrevam muleci. O que o professor vai fazer a partir desse momento – a ação pedagógica que vai desencadear – dependerá, fundamentalmente, de sua concepção de aprendizagem. Porque, tendo consciência disso ou não, todo ensino se apoia em uma concepção de aprendizagem. Se o professor imagina o conhecimento como algo que, pela ação do ensino, é oferecido às crianças para que o absorvam tal como ele está dado, obviamente o menino que escreveu muleci não terá aprendido o que ele ensinou. A ideia de que é possível ensinar uma coisa e o aluno aprender outra é completamente estranha a quem concebe o conhecimento dessa forma.
(WEISZ, Telma. O
diálogo entre o ensino e a aprendizagem.
São Paulo: Ática,
2002)
10. (VUNESP/2013)
De acordo com o texto, ao se iniciar
oficialmente a alfabetização,
(A) somente as crianças de classes mais favorecidas podem desenvolver hipóteses de escrita, visto que podem comprar livros e cedo ter acesso ao mundo da cultura letrada.
(B) as crianças mais pobres, por não terem tido qualquer contato com textos escritos de boa qualidade antes de entrar na escola, certamente apresentarão maior dificuldade ao serem alfabetizadas.
(C) as reflexões e as hipóteses de escrita desenvolvidas pelas crianças mais pobres são do mesmo tipo que as desenvolvidas pelas crianças que têm contato com livros antes de entrar na escola.
(D) as crianças que, na família, criam um bom repertório de escrita de palavras conhecidas antes de entrar na escola não apresentam qualquer vantagem em relação às demais crianças.
(E) as crianças pobres, por não terem geralmente acesso à escrita em seu grupo social, apresentam desvantagens em relação às crianças provenientes de ambientes letrados.
11. (VUNESP/2013)
Depreende-se do texto lido uma
crítica
(A) aos que adotam uma concepção de aprendizagem escolar concebida como memorização e reprodução do conhecimento.
(B) aos professores que ainda alfabetizam os alunos ensinando a escrever palavras soltas, não textos completos e interessantes.
(C) às famílias mais pobres que não
se preocupam em fornecer materiais escritos aos seus filhos para que entendam a
escrita antes de entrar na escola.
(D) à escola que adota métodos de
alfabetização que aceitam que o aluno escreva palavras sem obedecer às
convenções gráficas.
(E) ao aluno que, apesar de o
professor ter-lhe ensinado a escrever convencionalmente uma palavra, escreve-a
de modo errado.
12. (VUNESP/2013)
Todas as ações e relações que compõem
o processo educativo escolar correspondem a objetivos gerais e específicos. São
eles que guiam o planejamento dessas ações e relações. Eles dependem delas para
serem alcançados, parcial ou plenamente. Isso acontece em diversos níveis: o nacional,
o regional/local, o da unidade escolar e o do professor. No caso do nível de
planejamento, que corresponde ao trabalho de cada professor com seus alunos, no
cotidiano da sala de aula e da escola, pela natureza dialogal da relação entre
o ensino e a aprendizagem, entre sujeitos que constroem conhecimento, podemos
concordar com Weisz (2002) que é impossível ensinar algo a alguém sem saber o
que essa pessoa já sabe sobre determinado objeto de estudo, ou seja, é
impossível ensinar sem.
(A)
livro
(B) poder.
(C) vocação.
(D) avaliar.
(E) internet.
(C) vocação.
(D) avaliar.
(E) internet.
13. (VUNESP/2013)
Na escola, de acordo com Lerner
(2002), a leitura é antes de qualquer coisa um objeto de ensino. Segundo a
autora, para que a leitura se transforme também num objeto de aprendizagem,
faz-se necessário que:
(A) tenha sentido do ponto de vista
do aluno, ou seja, que esteja atrelada à realização de um propósito que o aluno
conheça e valorize.
(B) seja ensinada de forma
fragmentada, começando por textos mais curtos e fáceis de serem assimilados.
(C) esteja desvinculada da versão
não escolar, isto é, que não haja vínculo entre a prática escolar e a prática social
da leitura.
(D) sejam adaptados os textos
escolhidos para a leitura em sala de aula, de modo que possam atender ao nível
de desenvolvimento da turma.
(E) seja feita em voz alta com
maior frequência em sala de aula, a fim de que os alunos possam ouvir a si
mesmos e aprender melhor.
14. (VUNESP/2013)
Em suas aulas, a professora Bernadete
exige de seus alunos que copiem trechos de textos que constam no livro didático
que utilizam em sala de aula. Segundo ela, ao copiar, os alunos aprendem a ler
e a escrever, memorizando palavras e expressões novas.
Analisando essa prática, é correto
afirmar que, segundo Lerner (2002), a professora Bernadete
(A) comete um erro, pois essa
prática garante apenas a aprendizagem da escrita.
(B) está certa ao propor a
aprendizagem da leitura e da escrita por meio da cópia de textos.
(C) deveria propor essa prática aos
professores dos demais componentes curriculares, pois ela é bastante eficaz.
(D) está errada, pois essa prática
garante apenas a aprendizagem da leitura.
(E) equivoca-se ao supor que copiar
de forma mecânica os textos seja garantia de aprendizagem da leitura e da
escrita.
15. (VUNESP/2013)
Segundo Lerner (2002),
(A) o ensino da leitura nas escolas deve acontecer de forma sistematizada, informando os alunos sobre as especificidades da literatura, disponibilizando textos escolares produzidos com o intuito de ensinar a ler e atribuindo o real sentido da leitura.
(B) a leitura compreensiva vem ao final
de uma série de diferentes etapas hierarquizadas – primeiro preparação, depois
decodificação, depois compreensão leitora e se configura em um conjunto de
mecanismos que envolvem a percepção e a memória.
(C) ler é
um produto de reprodução de formas, de uma identificação de sons, de suas
combinações, e de uma memorização que se adquire por meio de exercícios.
Quem lê procura soletrar palavras que
serão juntadas linearmente, chegando pouco a pouco a uma compreensão elaborada
do texto.
D)ler é uma atividade simples e
corriqueira que envolve vá-rias informações por parte da inteligência e o
leitor busca, inicialmente, o sentido do texto, e para construí-lo coordena
várias informações disponibilizadas por ele.
(E) a leitura é um processo dinâmico de construção cognitiva, ligada à necessidade de atuar, na qual intervêm também a afetividade e as relações sociais. Para que esta seja efetivamente compreensiva, é preciso que se configure em uma enérgica busca de sentido do texto em situação de uso.
16-
Linguagem e ensino: exercícios de militância e divulgação
O ensino tradicional de língua portuguesa investiu, erroneamente, no
conhecimento da descrição da língua, supondo que a partir desse conhecimento
cada um de nós melhoraria seu desempenho no uso da língua. Na verdade, a escola
agiu mais ou menos como se para aprender a usar um interruptor ou uma tomada
elétrica fosse necessário saber como a força da água se transforma em energia e
esta em claridade na lâmpada que acendemos.
Obviamente, há espaço para saber essas coisas todas e há aqueles que a
elas se dedicaram e as sabem. Se precisar de uma informação, posso
consultá-los. Mas o número de conhecimentos disponíveis na humanidade é imenso
e muitas das tecnologias de que dispomos hoje nós sabemos usar, embora não
saibamos como elas se produziram nem saibamos explicá-las.
Ninguém mais é capaz de dominar o conhecimento global disponível. Mas
também não temos com as coisas uma relação mágica: sabemos que as coisas podem
ser explicadas ou poderão ser explicadas um dia (há muito a saber sobre o
mundo). Cada um de nós, em sua área profissional, tem conhecimentos e pode
transmiti-los a outros, mas nenhum de nós imagina que todos queiram saber os
conhecimentos que caracterizam a nossa profissão. É preciso saber usar eficientemente, e os conhecimentos
suficientes para tanto já bastam. Ninguém precisa tornar-se especialista em
tudo!
O conhecimento gramatical é, pois, um conhecimento necessário para
aquele que se dedica ao estudo da língua e ao seu ensino, para que possa
exercer dignamente seu ofício de construir situações adequadas para aquele que
quer aprender a usar a língua, selecionando, inclusive, quais desses
conhecimentos lhe são necessários. Mas não é um conhecimento, em seu todo,
necessário para aquele que quer aprender a ler criticamente e a escrever
exitosamente.
GERALDI, João W. Linguagem e ensino: exercícios
de militância e
divulgação. Campinas, SP: Mercado de Letras, ALB,
1996. p.71-72. Excerto adaptado.
divulgação. Campinas, SP: Mercado de Letras, ALB,
1996. p.71-72. Excerto adaptado.
Analise as relações de sentido apresentadas a seguir.
1) Afirmar que "o ensino tradicional de língua
portuguesa investiu, erroneamente, no conhecimento
da descrição da língua" equivale a afirmar que "o ensino
tradicional de língua portuguesa, erroneamente, envidou esforços no
conhecimento da descrição da língua".
2) Com a afirmação de que "ninguém mais é capaz de dominar
o conhecimento global disponível", o autor pretendeu dizer que
"é humanamente impossível reter todo o conhecimento disponível".
3) O segmento destacado em: "para que possa exercer
dignamente seu ofício de construir situações adequadas para aquele que quer aprender a usar a língua"
equivale semanticamente a "aquele cujo desejo é o de saber utilizar a sua
língua".
4) No contexto em que se insere, o termo destacado em: "para que possa exercer dignamente seu ofício de construir
situações adequadas para aquele que quer aprender a usar a língua, selecionando, inclusive, quais desses
conhecimentos lhe são necessários" tem o mesmo sentido de
'discriminando'.
Estão corretas:
a)
1,2,3,apenas
b)
1,2,e 4 apenas
c)
1,3, e 4 apenas
d)
2,3, e 4 apenas
e)
1,2,3, e 4
17- Analise as afirmações abaixo e em seguida asinale a alternativa
correta:
I- No contexto educacional do terceiro milênio, em que a democratização
do ensino permite acesso de um novo público à escola e que as tecnologias de informação e de omunicação invadem o espaço escolar, as
modalidades de ensino e, consequentemente de formação de professores precisam
adequar-se apropriadamente a essa nova realidade.
II-É preciso considerar as especificidades próprias dos professores
polivalentes e outras dos especialistas, tanto em função da etapa da
escolaridade em que atuam quanto ao domínio de conteúdos a ensinar e, ainda,
quanto ao papel da docência em cada etapa da escolaridade.
III-As especificidades próprias do ensino/aprendizagem de Matemática
pelas crianças e as características dos professores polivalentes devem ser
consideradas na formação de professores para atuar nos anos iniciais do ensino fundamental.
a)
Apenas I está correta
b)
Apenas II está correta
c)
Apenas III está correta
d)
Todas estão incorretas
e)
Todas estão corretas
18- Assinale a única alternativa que contém uma afirmação incorreta:
a) A definição de
competências específicas para a Educação Matemática dos futuros professores
deve ter a finalidade de orientar os objetivos da formação para o ensino da
Matemática, a seleção e escolha de conteúdo, a organização de modalidades
pedagógicas, dos tempos e espaços na formação, a abordagem metodológica, a
avaliação.
b) Segundo Pontes(2001)
os saberes dos professores devem incluir os objetos de ensino, ou seja, os conceitos definidos para a escolaridade na
qual ele irá atuar, mas deve ir muito além, tanto no que se refere à profundidade
desses conceitos como à sua historicidade, articulação com outros conhecimentos
e tratamento didático, ampliando assim seu conhecimento da área.
c) Apesar de todas as
discussões que têm sido realizadas sobre os cursos de Pedagogia, nos últimos
anos, poucas mudanças foram introduzidas nesses cursos, porém no que diz
respeito à metodologia do ensino da matemática, as mudanças foram
revolucionárias.
d) A legislação atual
apresenta princípios orientadores dos cursos voltados às especificidades da
formação do professor.
e) A diversidade da
adaptação das instituições de ensino à legislação depende muitas vezes da
estrutura das instituições; da inserção das disciplinas na grade curricular, se
como optativas ou obrigatórias, da carga horária com amior ou menor duração;do
perfil dos formadores, etc.
19- As afirmações a seguir mostram aspectos do pensamento das autoras(
Lerner e Sadovsky), exceto:
a) As experiências nas
aulas são de caráter provisório, às ezes complexas, mas são inevitáveis, porque
no trabalho didático é obrigado a considerar a natureza do sistema de numeração
como processo de construção do conhecimento.
b) Portanto comparar e
operar, ordenar, produzir e interpretar, são os eixos principais para a
organização das situações didáticas propostas.
c) As crianças que
ordenam parcialmente aprendem ao longo da situação, levantam perguntas e
confirmam as ideias que não tinham conseguido associar.
d) Refletir sobre o
sistema de numeração e sobre as operações aritméticas levam as crianças a
formularem leis para acharem procedimentos mais econômicos.
e) As crianças têm
oportunidade de formular regras e leis para as operaçoes com números e sendo
assim a única forma de se apropriar dos conhecimentos.
20-De acordo com Lerner e Sadovsky, in Parra e Saiz(1996), para que as crianças compreendam nosso sistema
de numeração, o trabalho didático pressupõe:
a) Explicitar o valor
dos algarismos em termos de centenas, dezenas e unidades
b) Apresentar os
algarismos convencionais das operações com números naturais
c) Usar a numeração
escrita para produzir e interpretar escritas numéricas
d) Introduzir a história
da Matemática desde a antiguidade
e) Apoiar-se em
concretizações externas ao sistema como o ábaco.
21- A___________________é um processo de interação entre o leitor e o texto para satisfazer um
propósito ou finalidade. Lemos para algo: devanear, preencher um momento de
lazer, seguir uma pauta para realizar uma atividade, entre outras coisas.
a) Roda de leitura
b) A contação
c) Brincadeira de roda
d) Leitura
e) Escrita
22- Analise:
I- Toda atividade deve
ter como ponto de partida a motivação das crianças: devem ser significativas,
motivantes, e a criança deve se sentir capaz de fazê-la.
II- Para compreender o
que está lendo é preciso ter
conhecimentos sobre o assunto. Mas algumas coisas podem ser feitas para ajudar
as crianças a utilizar o conhecimento prévio que têm sobre o assunto, como dar
alguma explicação geral sobre o que será lido; ajudar os alunos a prestar
atenção a determinados aspectos do texto que podem ativar seu conhecimento
prévio ou apresentar um tema que não conheciam.
III- Requerer perguntas
sobre o texto é uma estratégia que pode ser utilizada para ajudar na
compreensão de narrações ensinando as crianças para as quais elas são lidas a
centrar sua atenção nas questões fundamentais
a) V-V-V
b) F-F-F
c) V-F-V
d) V-V-F
e) F-V-F
23- considerando que aprender uma língua é aprender a comunicar, o autor
elenca alguns princípios para essa aprendizagem, exceto:
a) Levar os alunos a
conhecer e dominar sua língua
b) Dominar a norma
erudita da língua
c) Desenvolver, nos
alunos, uma relação consciente e voluntária com seu próprio comportamento
linguístico, oferecendo-lhes instrumentos para melhorar suas capacidades de
escrever e de falar
d) Construir, com eles,
uma representação das atividades de escrita e de fala, em situções complexas,
como produto de um trabalho de lenta elaboração.
e) Todas as anteriores
24- Referindo-se a Vygotsky que coloca a educação e, particularmente, o
ensino como um desenvolvimento artificial do ser humano, o autor considera que
a forma escolar de intervenção educativa é uma ______________________para o
aparecimento de certas formas cognitivas complexas, ligadas à técnicas
culturais particularmente elaboradas e cujo acesso implica lugares sociais
particulares de aprendizagem.
A alternativa que preenche corretamente a lacuna é:
a) Condição necessária
b) Condição acessória
c) Opção
d) Forma
e) Tentativa
25. (VUNESP/2013)
Na sociedade democrática, ao
contrário do que ocorre nos regimes autoritários, o processo educacional não
pode ser instrumento para a imposição, por parte do governo, de um projeto de
sociedade e de nação. Diante dessa afirmação e do proposto nos Parâmetros
Curriculares Nacionais, assinale a alternativa correta.
(A) O projeto de sociedade e nação
deve resultar do próprio processo democrático, nas suas dimensões mais amplas,
envolvendo a contraposição de diferentes interesses e a negociação política
necessária para encontrar soluções para os conflitos sociais.
(B) Não se pode deixar de levar em
conta que, na atual realidade brasileira, a profunda estratificação social e a
injusta distribuição de renda têm funcionado como uma alavanca para que uma
parte considerável da população possa fazer valer os seus direitos e interesses
fundamentais.
(C) Cabe ao cidadão comum o
papel de assegurar que o pro-cesso democrático se desenvolva de modo que os
entraves para a ascensão social diminuam cada vez mais.
(D) É papel da família investir na
escola para que ela pre-pare e instrumentalize crianças e jovens para o
processo democrático, forçando o acesso à educação de qualidade para todos.
(E) É dever do professor
garantir que os alunos tenham acesso e permanência na escola por meio de uma
pro-posta educacional que tenha em vista a qualidade da formação oferecida a
todos os estudantes.
26-(PCNs.Introdução,3º e 4º Ciclos do Ensino Fundamental).
De acordo com os Parâmetros
Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental, os quatro Pilares do Conhecimento
sâo:
I- Aprender a
Conhecer; seleção de cultura geral com espírito investigativo e crítico.
Aprender a aprender sempre;
II- Aprender a Fazer:
competência de se relacionar, de resolver problemas e adquirir qualificação
profissional;
III- Aprender a Viver
com os Outros: compreensão do outro e
percepção de interdependências;
IV- Aprender a Ser:
desenvolvimento da personalidade e da autonomia. Assumir responsabilidades
pessoais;
V- Aprender a Ser
Cidadão: consciente dos seus direitos e deveres.
Assinale a(s) alternativa(s) correta(s):
a) I,II,III e IV
b) II,III e V
c) I,III,IV e V
d) I,II,IV e V
e) I,II,III e V
27- (PCNs.Introdução,3º e 4º Ciclos do Ensino Fundamental).
Seleção de conteúdos: relevância
social e contribuição para o desenvolvimento intelectual do aluno. Rompe com a
linearidade e o acúmulo, estabelecendo uma teia de significados com outros
objetos do conhecimento. É formado por conteúdos:
I.
Conteúdos de Natureza Social;
II.
Conteúdos de Natureza Ambiental;
III.
Conteúdos de Natureza Conceitual;
IV.
Conteúdos de Natureza Procedimental;
V.
Conteúdos de Natureza Atitudinal;
Assinale a(s) alternativa(s) correta(s):
a) I,II e IV;
b) I,II e III;
c) II,III,e IV
d) III,IV,e V
e) I,IV e V
28-Para que as expecttativas de
aprendizagem dos alunos em relação às práticas
de produção de texto possam ser concretizadas é necessário que se planeje e
organize situações didáticas tais como:
I.
Atividades em que os diferentes gêneros sejam apresentados aos alunos
através da leitura pelo professor, tornando-os familiares, de modo a reconhecer
as suas diferentes funções e organizações discursivas;
II.
Atividades em que o professor assuma a posição de escriba para que os
alunos produzam um texto oralmente com destino escrito, levando-os a verificar
a adequação do escrito do ponto de vista discursivo, relendo em voz alta,
levantando os problemas textuais;
III.
Atiidades de escrita ou reescrita
em duplas, em que o professor orienta os papéis de cada um: quem dita, quem
escreve e quem revisa, alternadamente;
a) Apenas a I está
correta.
b) Apenas a II está
correta.
c) Apenas a III está
correta
d) Todas estão
corretas.
e) Todas estão
incorretas.
GABARITO
1
|
C
|
2
|
B
|
3
|
B
|
4
|
B
|
5
|
C
|
6
|
C
|
7
|
A
|
8
|
C
|
9
|
A
|
10
|
E
|
11
|
A
|
12
|
D
|
13
|
A
|
14
|
E
|
15
|
E
|
16
|
E
|
17
|
E
|
18
|
C
|
19
|
E
|
20
|
C
|
21
|
D
|
22
|
A
|
23
|
C
|
24
|
A
|
25
|
A
|
26
|
A
|
27
|
D
|
28
|
D
|
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