sexta-feira, 28 de novembro de 2014

Teste seus conhecimentos para o concurso PEB I

QUESTÕES
01.  (VUNESP/2013) 
Em uma escola de Ensino Fundamental I, inserida num contexto social carente de espaços e de oportunidades culturais, o fechamento da biblioteca por falta de profissional disponível para assumir a coordenação de seu funcionamento levou os professores a debaterem com a direção/coordenação a importância da biblioteca escolar, especialmente para os alunos dos anos iniciais. Baseando-se em Colomer (2002), reorganizaram a biblioteca da escola de modo a oferecer às crianças a oportunidade de frequentarem um ambiente que seja

(A) silencioso, quebrando a rotina do trabalho escolar, na medida em que podem sair da sala de aula e realizar pesquisas, utilizando livros que lhes possibilitem obter informações adicionais face à incompletude de seus livros didáticos.
(B) lúdico e sirva essencialmente à espontaneidade das manifestações infantis, uma vez que, nos anos iniciais, deve ser preservada como um dos locais onde elas convivam umas com as outras, livres do controle e pressão exercidos pelos adultos.
(C) um lugar central de conhecimento, no qual experimentem a leitura como instrumento que lhes proporcione o acesso sem intermediários a um mundo amplo de possibilidades de saber e exerçam sua vontade de escolha.
(D) pedagógico, com formato próprio dos ambientes de trabalho intelectual, para que aprendam a disciplina, e o valor dos estudos, reconhecendo o empenho dos colegas mais compenetrados que expressam seriedade, dedicação e prazer em ler.
(E) modernizado, com acesso a computadores conectados à internet, uma vez que a leiturização na sociedade do conhecimento não pode prescindir da tecnologia, cuja vantagem sobre os livros é permitir a seleção de informações muito rapidamente.

02. (VUNESP/2013) 
Saviani (2010), um dos formuladores da pedagogia histórico-crítica, que se funda em concepções do materialismo histórico, explica que, no âmbito didático, essa pedagogia “adota” um método que, em suas bases psicológicas, apoia-­se na psicologia histórico-­cultural desenvolvida por Vygotsky. Professores adeptos dessa pedagogia e dessa metodologia podem encontrar o mesmo referencial vygotskyano em Schneuwly e Dolz (2004), a respeito do ensino de linguagem oral. Segundo estes autores, o ensino de linguagem oral deve

(A) levar em conta a linguagem oral praticada pelos estudantes, contrapondo a ela formas mais cultas e
corretas para serem valorizadas e exercitadas.
(B) tomar os gêneros textuais como entrada privilegiada, pois eles são produtos sócio-­históricos
densos de significação e instrumentos para a ação de linguagem.
(C) tomar os gêneros textuais orais como ponto de partida para todo o trabalho com textos escritos de todos os gêneros e para o ensino da gramática.
(D) acontecer num movimento dialético com o ensino de linguagem escrita, alternando-­se o início das unidades didáticas com a escrita ou com a oral.
(E) ser fiel às práticas sociais de comunicação nascidas no seio da cultura familiar e da classe social, cabendo à escola aprimorá-­las respeitando sua identidade.

03.(VUNESP/2009)
 De acordo com Dolz e Schneuwly, a impossibilidade de se trabalhar o oral separadamente da escrita decorre do fato de que:

(A) a escola deve considerar que a escrita tem precedência sobre as formas orais da língua.
(B) os alunos, antes de aprender a ler, aprendem a interpretar oralmente textos escritos.
(C) o objetivo da escola é supervalorizar as marcas do oral em comparação com as características da modalidade escrita.
(D) o oral, por suas especificidades linguísticas, por si só, não pode se constituir como objeto legítimo de
ensino.
(E) as situações de comunicação no âmbito escolar se dão mais de forma escrita que oral.

04. (VUNESP/2013) Analise o relato a seguir para responder à questão.
A criança chegou em nossa escola aos nove anos e não sabia ler nem escrever convencionalmente, depois de ter passado por duas escolas de ensino fundamental. Como quem pede desculpas, a mãe esclareceu que a criança frequentou por quatro anos a educação infantil e que teve esse cuidado de colocar a criança na escola desde muito cedo porque ela não sabe ler e escrever, logo não poderia ajudar o filho em casa. Revelando muita preocupação, tirou cuidadosamente folhas e cadernos da criança de uma sacola. Observamos que as práticas pedagógicas na primeira escola enfatizaram uma série de atividades de prontidão. A criança por quase um ano realizou atividades diferenciadas dos demais colegas da turma, o que a desestimulou. Entristecida, foi matriculada em uma segunda escola. O caderno da segunda escola era recheado de cópias extensas de textos com letra de forma, ou bastão. Em determinado momento de nosso diálogo, a criança nos interrompeu, informando que, se alguém ditasse as letras do alfabeto, ela conseguiria, às vezes, sim, escrever.

De acordo com Ferreiro em Com todas as letras(2010) e em Reflexões sobre alfabetização(2010):

(A) escrever é decodificar e compreender as funções da língua escrita na sociedade, objetivo ausente dos programas de alfabetização.
(B) a criança pode conhecer o nome (ou o valor sonoro convencional) das letras, e não compreender exaustivamente o sistema de escrita.
(C) se o professor concebe a escrita como um sistema de representação, concebe a sua aprendizagem como a aquisição de uma técnica.
(D) crianças copistas experientes compreendem o modo de construção do que copiam, mas não escrevem convencionalmente.
(E) se o professor concebe a escrita como um código de transcrição, converterá a alfabetização em uma aprendizagem conceitual.

05. (VUNESP/2013)
 Leia os trechos seguintes para resolver a questão.
A apreensão do mundo é sempre situada histori­camente, porque o sujeito está sempre em relação com outro(s). O sujeito vai constituindo-­se discursivamente, apreendendo as vozes sociais que constituem a realidade em que está imerso, e, ao mesmo tempo, suas inter-­relações dialógicas. (Fiorin, 2006)
Resumindo o que foi dito até aqui nesta seção: a capa­citação especificamente humana para a linguagem habi­lita as crianças a providenciar instrumentos auxiliares na solução de tarefas difíceis, a superar a ação impulsiva, a planejar uma solução para um problema antes de sua execução e a controlar seu próprio comportamento. Signos e palavras constituem para as crianças, primeiro e acima de tudo, um meio de contato social com outras pessoas. As funções cognitivas e comunicativas da lingua­gem tornam-­se, então, a base de uma forma nova e supe­rior de atividade nas crianças, distinguindo­-as dos animais. 
(Vygotsky, 2007)
Levando em consideração concepções de Vygotsky e de Bakhtin (Fiorin, 2006), a Pedagogia Histórico­Crítica, explicitada por Saviani (2010), adota um método didá­tico que:

(A) envolve os estudantes nos problemas da prática social da comunidade, relaciona-­os com os conteúdos do programa da série e propõe com fartura exercícios de aplicação dos conhecimentos adquiridos em situações da vida cotidiana.
(B) parte da experiência individual dos sujeitos envol­vidos na relação pedagógica e relaciona-­a com os conceitos-­chave da programação oficial, orientando os estudantes a questionar a realidade na busca da conquista de seus objetivos e metas pessoais.
(C) parte da prática social dos sujeitos envolvidos na relação pedagógica, problematizando-­a, instrumenta teoricamente os estudantes para sua análise e retorna à prática social, potencialmente transformada pela incorporação do conhecimento construído.
(D) parte dos conhecimentos historicamente construídos, presentes na programação escolar, e envolve os pais e a comunidade para definir os projetos didáticos, tendo em vista que a prática social da comunidade deve ser beneficiada pelo trabalho educativo da escola.
(E) parte do conhecimento do professor, a respeito de seu componente curricular, e relaciona-­o com inte­resses da faixa etária dos estudantes e com deman­das da realidade imediata em que estão inseridos, com vistas a cumprir a função social da escola.


06. (VUNESP/2013) 
Vygotsky (2007) afirma que o aprendizado se dá quando propomos atividades que se adiantam ao desenvolvimento, trabalhando funções psicológicas que estão em vias de se completarem. Isso significa que na relação pedagógica devemos

(A) criar situações didáticas baseadas em conteúdos do programa das séries escolares mais adiantadas.
(B) partir dos pré-requisitos para a aprendizagem dos conteúdos da série, revisando o programa da série anterior.
(C) realizar intervenções que desafiem e apoiem os alunos para que avancem em suas aprendizagens potenciais.
(D) introduzir conteúdos complexos que levem os alunos a estudar além daquilo que está nos livros didáticos.
(E) organizar situações em que o aluno demonstre aquilo que já aprendeu dentro e fora da escola.


Considere a situação que segue para responder à questão nº 7

Alunos egressos do Ensino Fundamental I matricularam-se em uma escola de Ensino Fundamental II, próxima. Os professores que receberam esses alunos encaminharam a seus ex-­professores dados de avaliação que revelavam dificuldade de leitura desses estudantes. A avaliação diagnóstica, realizada na escola de Ensino Fundamental II, explicitou que os ex-­alunos da escola de Ensino Fundamental I decodificavam perfeitamente quaisquer tipos de materiais escritos, mas não conseguiam compreendê-­los.
Os professores do Fundamental I concordaram que esse problema, expressivo entre os seus ex-­alunos, é também explícito entre os seus alunos atuais. Desse modo, revelaram interesse em estudar para superar o problema de ensino-aprendizagem identificado.

07. (VUNESP/2013) 
A coordenadora pedagógica dessa escola de Ensino Fundamental I propôs à equipe de professores com a qual trabalha um estudo acerca do ensino de estratégias de leitura consideradas em Solé (1998): formular previsões e perguntas sobre o texto lido; esclarecer possíveis dúvidas e resumir as ideias do texto.
Após seis meses de utilização de tais estratégias, os professores observaram impacto positivo no desenvolvimento da competência leitora dos alunos.

De acordo com Solé (1998), podemos afirmar que tal impacto está relacionado ao fato de que, por meio das estratégias de leitura, o professor ensina aos alunos que

(A) ler é um procedimento, assim é relevante assistirem aos processos/modelos de leitura, verem e entenderem como o professor utiliza tais estratégias, como faz uma interpretação de texto.
(B) o resumo é um instrumento de avaliação, assim comprometem-­se com o estudo da leitura compartilhada em sala de aula, a fim de compreenderem o texto explorado com ajuda do professor.
(C) a leitura para simples deleite deve ser secundarizada, em favor dos estudos dos textos didáticos, os quais contêm e promovem o acesso ao conhecimento válido e que será útil para a vida adulta.
(D) a complexidade que caracteriza a leitura pode ser enfrentada, pois a professora formula perguntas 
sobre o texto que os fazem identificar a ordem precisa dos fatos para a elaboração do resumo.
(E) durante a leitura e o estudo do texto, também são avaliados, uma vez que o professor pontua positivamente as participações, faz elogios, premia os alunos mais atentos e que acertam as respostas.

08. (VUNESP/2013)
 Segundo as indicações de Isabel Solé (1998), o professor pode desenvolver boas estratégias durante a leitura de textos com seus alunos, entre elas:

(A) antecipações ou criação de expectativas sobre o texto.
(B) localização do nome do autor na capa do livro.
(C) identificação de referências a outros textos.
(D) avaliação das informações ou opiniões emitidas no texto.
(E) avaliação crítica do texto.

09. (VUNESP/2013) 
Weisz (2002), em O diálogo entre ensino e aprendizagem, afirma que o conhecimento avança quando o aprendiz enfrenta questões sobre as quais ainda não havia parado para pensar. A consequência didática dessa afirmativa é que o professor deve:

(A) garantir a máxima circulação de informações em sala de aula, apresentando situações e materiais diversos, promovendo interação entre os alunos e situações que favoreçam a ação do aprendiz sobre aquilo que é seu objeto de conhecimento.
(B) propor questionários individuais nos quais os alunos possam mostrar aquilo que já sabem, situando os conteúdos que ainda não aprenderam, para posteriormente perguntar ao professor, sem atrapalhar o aprendizado dos demais colegas.
(C) manter um clima de ordem e silêncio na sala de aula, com pouca interação entre os alunos, para que não haja interferência de ideias e cada um possa pensar sobre temas novos, a partir dos saberes que tem e da ajuda do professor.
(D) impedir que os alunos misturem as experiências que possuem fora da escola com os conteúdos organizados didaticamente em sala de aula, para assim poderem pensar de uma forma diferente da que aprenderam na vida em sociedade.
(E) preparar-­se bem quanto ao conteúdo a ser ensinado, antes de propor novas questões para a reflexão do aluno, de modo a não ficar vulnerável frente a dúvidas dos estudantes, já que se espera dele a 
orientação sobre a forma correta de pensar.


Leia o texto para responder às questões de números 10 e 11.


Como as crianças constroem hipóteses sobre a escrita e seus usos a partir da participação em situações nas quais os textos têm uma função social de fato, frequentemente as mais pobres são as que têm as hipóteses mais simples, pois vivem poucas situações desse tipo. Para elas a oportunidade de pensar e construir ideias sobre a escrita é menor do que para as que vivem em famílias típicas de classe média ou alta, nas quais as crianças ouvem frequentemente a leitura de bons textos, ganham livros e gibis, observam os adultos manusearem jornais para buscar informações, receberem correspondência, fazerem anotações, etc. É comum, por exemplo, crianças de famílias que fazem uso cotidiano da escrita pedirem desde bem pequeninas – e por razões muitas vezes puramente afetivas – para que alguém escreva seu nome e dos outros parentes por escrito. São situações que lhe permitem perceber que têm um nome e que esse nome se escreve, que as outras pessoas da família têm nomes e que esses nomes também se escrevem. Além disso, costumam ter contato significativo com marcas de produtos, títulos de histórias, escritos de placas... Assim, essas crianças, antes mesmo de entrarem na escola, passam a ter um repertório de palavras conhecidas, isto é, sabem o que elas querem dizer e conhecem a forma convencional de sua escrita. Esse repertório de palavras dá sustentação à sua reflexão, ajuda-as a pensar sobre características do sistema de escrita e representa uma enorme vantagem quando elas são oficialmente iniciadas na alfabetização.
Isso não significa que as crianças pobres não tenham acesso à escrita ou não possam refletir sobre seu funcionamento fora da escola. No entanto, como essas práticas habitualmente não fazem parte do cotidiano do seu grupo social de origem, costumam iniciar a escolarização em condições muito menos vantajosas do que aquelas que participam de práticas sociais letradas desde pequenas.
Mas, vindas de famílias pobres ou não, hoje – como no passado – é muito comum que, mesmo tendo o professor cuidadosamente ensinado a escrever moleque, elas escrevam muleci. O que o professor vai fazer a partir desse momento – a ação pedagógica que vai desencadear – dependerá, fundamentalmente, de sua concepção de aprendizagem. Porque, tendo consciência disso ou não, todo ensino se apoia em uma concepção de aprendizagem. Se o professor imagina o conhecimento como algo que, pela ação do ensino, é oferecido às crianças para que o absorvam tal como ele está dado, obviamente o menino que escreveu muleci não terá aprendido o que ele ensinou. A ideia de que é possível ensinar uma coisa e o aluno aprender outra é completamente estranha a quem concebe o conhecimento dessa forma.
(WEISZ, Telma. O diálogo entre o ensino e a aprendizagem. 
São Paulo: Ática, 2002)



10. (VUNESP/2013) 
De acordo com o texto, ao se iniciar oficialmente a alfabetização,

(A) somente as crianças de classes mais favorecidas podem desenvolver hipóteses de escrita, visto que podem comprar livros e cedo ter acesso ao mundo da cultura letrada.
(B) as crianças mais pobres, por não terem tido qualquer contato com textos escritos de boa qualidade antes de entrar na escola, certamente apresentarão maior dificuldade ao serem alfabetizadas.
(C) as reflexões e as hipóteses de escrita desenvolvidas pelas crianças mais pobres são do mesmo tipo que as desenvolvidas pelas crianças que têm contato com livros antes de entrar na escola.
(D) as crianças que, na família, criam um bom repertório de escrita de palavras conhecidas antes de entrar na escola não apresentam qualquer vantagem em relação às demais crianças.
(E) as crianças pobres, por não terem geralmente acesso à escrita em seu grupo social, apresentam desvantagens em relação às crianças provenientes de ambientes letrados.


11. (VUNESP/2013) 
Depreende-­se do texto lido uma crítica

(A) aos que adotam uma concepção de aprendizagem escolar concebida como memorização e reprodução do conhecimento.

(B) aos professores que ainda alfabetizam os alunos ensinando a escrever palavras soltas, não textos completos e interessantes.
(C) às famílias mais pobres que não se preocupam em fornecer materiais escritos aos seus filhos para que entendam a escrita antes de entrar na escola.
(D) à escola que adota métodos de alfabetização que aceitam que o aluno escreva palavras sem obedecer às convenções gráficas.
(E) ao aluno que, apesar de o professor ter-­lhe ensinado a escrever convencionalmente uma palavra, escreve-­a de modo errado.

12. (VUNESP/2013) 
Todas as ações e relações que compõem o processo educativo escolar correspondem a objetivos gerais e específicos. São eles que guiam o planejamento dessas ações e relações. Eles dependem delas para serem alcançados, parcial ou plenamente. Isso acontece em diversos níveis: o nacional, o regional/local, o da unidade escolar e o do professor. No caso do nível de planejamento, que corresponde ao trabalho de cada professor com seus alunos, no cotidiano da sala de aula e da escola, pela natureza dialogal da relação entre o ensino e a aprendizagem, entre sujeitos que constroem conhecimento, podemos concordar com Weisz (2002) que é impossível ensinar algo a alguém sem saber o que essa pessoa já sabe sobre determinado objeto de estudo, ou seja, é impossível ensinar sem.
(A)         livro
(B) poder.
(C) vocação.
(D) avaliar.
(E) internet.
13. (VUNESP/2013)
 Na escola, de acordo com Lerner (2002), a leitura é antes de qualquer coisa um objeto de ensino. Segundo a autora, para que a leitura se transforme também num objeto de aprendizagem, faz-se necessário que: 

(A) tenha sentido do ponto de vista do aluno, ou seja, que esteja atrelada à realização de um propósito que o aluno conheça e valorize.
(B) seja ensinada de forma fragmentada, começando por textos mais curtos e fáceis de serem assimilados.
(C) esteja desvinculada da versão não escolar, isto é, que não haja vínculo entre a prática escolar e a prática social da leitura.
(D) sejam adaptados os textos escolhidos para a leitura em sala de aula, de modo que possam atender ao nível de desenvolvimento da turma.
(E) seja feita em voz alta com maior frequência em sala de aula, a fim de que os alunos possam ouvir a si mesmos e aprender melhor.

14. (VUNESP/2013) 
Em suas aulas, a professora Bernadete exige de seus alunos que copiem trechos de textos que constam no livro didático que utilizam em sala de aula. Segundo ela, ao copiar, os alunos aprendem a ler e a escrever, memorizando palavras e expressões novas.

Analisando essa prática, é correto afirmar que, segundo Lerner (2002), a professora Bernadete

(A) comete um erro, pois essa prática garante apenas a aprendizagem da escrita.
(B) está certa ao propor a aprendizagem da leitura e da escrita por meio da cópia de textos.
(C) deveria propor essa prática aos professores dos demais componentes curriculares, pois ela é bastante eficaz.
(D) está errada, pois essa prática garante apenas a aprendizagem da leitura.
(E) equivoca-se ao supor que copiar de forma mecânica os textos seja garantia de aprendizagem da leitura e da escrita.


15. (VUNESP/2013)
 Segundo Lerner (2002),

(A) o ensino da leitura nas escolas deve acontecer de forma sistematizada, informando os alunos sobre as especificidades da literatura, disponibilizando textos escolares produzidos com o intuito de ensinar a ler e atribuindo o real sentido da leitura.
(B) a leitura compreensiva vem ao final de uma série de diferentes etapas hierarquizadas – primeiro preparação, depois decodificação, depois compreensão leitora e se configura em um conjunto de mecanismos que envolvem a percepção e a memória.
(C)  ler é um produto de reprodução de formas, de uma identificação de sons, de suas combinações, e de uma memorização que se adquire por meio de exercícios.
Quem lê procura soletrar palavras que serão juntadas linearmente, chegando pouco a pouco a uma compreensão elaborada do texto.
D)ler é uma atividade simples e corriqueira que envolve vá-rias informações por parte da inteligência e o leitor busca, inicialmente, o sentido do texto, e para construí-lo coordena várias informações disponibilizadas por ele.

(E)  a leitura é um processo dinâmico de construção cognitiva, ligada à necessidade de atuar, na qual intervêm também a afetividade e as relações sociais. Para que esta seja efetivamente compreensiva, é preciso que se configure em uma enérgica busca de sentido do texto em situação de uso.

16- Linguagem e ensino: exercícios de militância e divulgação

O ensino tradicional de língua portuguesa investiu, erroneamente, no conhecimento da descrição da língua, supondo que a partir desse conhecimento cada um de nós melhoraria seu desempenho no uso da língua. Na verdade, a escola agiu mais ou menos como se para aprender a usar um interruptor ou uma tomada elétrica fosse necessário saber como a força da água se transforma em energia e esta em claridade na lâmpada que acendemos.
Obviamente, há espaço para saber essas coisas todas e há aqueles que a elas se dedicaram e as sabem. Se precisar de uma informação, posso consultá-los. Mas o número de conhecimentos disponíveis na humanidade é imenso e muitas das tecnologias de que dispomos hoje nós sabemos usar, embora não saibamos como elas se produziram nem saibamos explicá-las.
Ninguém mais é capaz de dominar o conhecimento global disponível. Mas também não temos com as coisas uma relação mágica: sabemos que as coisas podem ser explicadas ou poderão ser explicadas um dia (há muito a saber sobre o mundo). Cada um de nós, em sua área profissional, tem conhecimentos e pode transmiti-los a outros, mas nenhum de nós imagina que todos queiram saber os conhecimentos que caracterizam a nossa profissão. É preciso saber usar eficientemente, e os conhecimentos suficientes para tanto já bastam. Ninguém precisa tornar-se especialista em tudo!
O conhecimento gramatical é, pois, um conhecimento necessário para aquele que se dedica ao estudo da língua e ao seu ensino, para que possa exercer dignamente seu ofício de construir situações adequadas para aquele que quer aprender a usar a língua, selecionando, inclusive, quais desses conhecimentos lhe são necessários. Mas não é um conhecimento, em seu todo, necessário para aquele que quer aprender a ler criticamente e a escrever exitosamente.
GERALDI, João W. Linguagem e ensino: exercícios de militância e
divulgação
. Campinas, SP: Mercado de Letras, ALB,
1996. p.71-72. Excerto adaptado.

Analise as relações de sentido apresentadas a seguir.
1) Afirmar que "o ensino tradicional de língua portuguesa investiu, erroneamente, no conhecimento da descrição da língua" equivale a afirmar que "o ensino tradicional de língua portuguesa, erroneamente, envidou esforços no conhecimento da descrição da língua".
2) Com a afirmação de que "ninguém mais é capaz de dominar o conhecimento global disponível", o autor pretendeu dizer que "é humanamente impossível reter todo o conhecimento disponível".
3) O segmento destacado em: "para que possa exercer dignamente seu ofício de construir situações adequadas para aquele que quer aprender a usar a língua" equivale semanticamente a "aquele cujo desejo é o de saber utilizar a sua língua".
4) No contexto em que se insere, o termo destacado em: "para que possa exercer dignamente seu ofício de construir situações adequadas para aquele que quer aprender a usar a língua, selecionando, inclusive, quais desses conhecimentos lhe são necessários" tem o mesmo sentido de 'discriminando'.
Estão corretas:
a)            1,2,3,apenas
b)            1,2,e 4 apenas
c)            1,3, e 4 apenas
d)            2,3, e 4 apenas
e)            1,2,3, e 4

17- Analise as afirmações abaixo e em seguida asinale a alternativa correta:

I- No contexto educacional do terceiro milênio, em que a democratização do ensino permite acesso de um novo público à escola  e que as tecnologias de informação e de  omunicação invadem o espaço escolar, as modalidades de ensino e, consequentemente de formação de professores precisam adequar-se apropriadamente a essa nova realidade.

II-É preciso considerar as especificidades próprias dos professores polivalentes e outras dos especialistas, tanto em função da etapa da escolaridade em que atuam quanto ao domínio de conteúdos a ensinar e, ainda, quanto ao papel da docência em cada etapa da escolaridade.

III-As especificidades próprias do ensino/aprendizagem de Matemática pelas crianças e as características dos professores polivalentes devem ser consideradas na formação de professores para atuar nos anos iniciais  do ensino fundamental.

a)            Apenas I está correta
b)            Apenas II está correta
c)            Apenas III está correta
d)            Todas estão incorretas
e)            Todas estão corretas

18- Assinale a única alternativa que contém uma afirmação incorreta:
a)    A definição de competências específicas para a Educação Matemática dos futuros professores deve ter a finalidade de orientar os objetivos da formação para o ensino da Matemática, a seleção e escolha de conteúdo, a organização de modalidades pedagógicas, dos tempos e espaços na formação, a abordagem metodológica, a avaliação.
b)    Segundo Pontes(2001) os saberes dos professores devem incluir os objetos de ensino, ou seja,  os conceitos definidos para a escolaridade na qual ele irá atuar, mas deve ir muito além, tanto no que se refere à profundidade desses conceitos como à sua historicidade, articulação com outros conhecimentos e tratamento didático, ampliando assim seu conhecimento da área.
c)    Apesar de todas as discussões que têm sido realizadas sobre os cursos de Pedagogia, nos últimos anos, poucas mudanças foram introduzidas nesses cursos, porém no que diz respeito à metodologia do ensino da matemática, as mudanças foram revolucionárias.
d)    A legislação atual apresenta princípios orientadores dos cursos voltados às especificidades da formação do professor.
e)    A diversidade da adaptação das instituições de ensino à legislação depende muitas vezes da estrutura das instituições; da inserção das disciplinas na grade curricular, se como optativas ou obrigatórias, da carga horária com amior ou menor duração;do perfil dos formadores, etc.

19- As afirmações a seguir mostram aspectos do pensamento das autoras( Lerner e Sadovsky), exceto:
a)    As experiências nas aulas são de caráter provisório, às ezes complexas, mas são inevitáveis, porque no trabalho didático é obrigado a considerar a natureza do sistema de numeração como processo de construção do conhecimento.
b)    Portanto comparar e operar, ordenar, produzir e interpretar, são os eixos principais para a organização das situações didáticas propostas.
c)    As crianças que ordenam parcialmente aprendem ao longo da situação, levantam perguntas e confirmam as ideias que não tinham conseguido associar.
d)    Refletir sobre o sistema de numeração e sobre as operações aritméticas levam as crianças a formularem leis para acharem procedimentos mais econômicos.
e)    As crianças têm oportunidade de formular regras e leis para as operaçoes com números e sendo assim a única forma de se apropriar dos conhecimentos. 

20-De acordo com Lerner e Sadovsky, in Parra e Saiz(1996), para que as crianças compreendam nosso sistema de numeração, o trabalho didático pressupõe:

a)    Explicitar o valor dos algarismos em termos de centenas, dezenas e unidades
b)    Apresentar os algarismos convencionais das operações com números naturais
c)    Usar a numeração escrita para produzir e interpretar escritas numéricas
d)    Introduzir a história da Matemática desde a antiguidade
e)    Apoiar-se em concretizações externas ao sistema como o ábaco.

21- A___________________é um processo de interação  entre o leitor e o texto para satisfazer um propósito ou finalidade. Lemos para algo: devanear, preencher um momento de lazer, seguir uma pauta para realizar uma atividade, entre outras coisas.
a)    Roda de leitura
b)    A contação
c)    Brincadeira de roda
d)    Leitura
e)    Escrita

22- Analise:
I-    Toda atividade deve ter como ponto de partida a motivação das crianças: devem ser significativas, motivantes, e a criança deve se sentir capaz de fazê-la.
II-  Para compreender o que está lendo  é preciso ter conhecimentos sobre o assunto. Mas algumas coisas podem ser feitas para ajudar as crianças a utilizar o conhecimento prévio que têm sobre o assunto, como dar alguma explicação geral sobre o que será lido; ajudar os alunos a prestar atenção a determinados aspectos do texto que podem ativar seu conhecimento prévio ou apresentar um tema que não conheciam.
III- Requerer perguntas sobre o texto é uma estratégia que pode ser utilizada para ajudar na compreensão de narrações ensinando as crianças para as quais elas são lidas a centrar sua atenção nas questões fundamentais

a)    V-V-V
b)    F-F-F
c)    V-F-V
d)    V-V-F
e)    F-V-F

23- considerando que aprender uma língua é aprender a comunicar, o autor elenca alguns princípios para essa aprendizagem, exceto:

a)    Levar os alunos a conhecer e dominar sua língua
b)    Dominar a norma erudita da língua
c)    Desenvolver, nos alunos, uma relação consciente e voluntária com seu próprio comportamento linguístico, oferecendo-lhes instrumentos para melhorar suas capacidades de escrever e de falar
d)    Construir, com eles, uma representação das atividades de escrita e de fala, em situções complexas, como produto de um trabalho de lenta elaboração.
e)    Todas as anteriores

24- Referindo-se a Vygotsky que coloca a educação e, particularmente, o ensino como um desenvolvimento artificial do ser humano, o autor considera que a forma escolar de intervenção educativa é uma ______________________para o aparecimento de certas formas cognitivas complexas, ligadas à técnicas culturais particularmente elaboradas e cujo acesso implica lugares sociais particulares de aprendizagem.
A alternativa que preenche corretamente a lacuna é:

a)    Condição necessária
b)    Condição acessória
c)    Opção
d)    Forma
e)    Tentativa


25. (VUNESP/2013)
 Na sociedade democrática, ao contrário do que ocorre nos regimes autoritários, o processo educacional não pode ser instrumento para a imposição, por parte do governo, de um projeto de sociedade e de nação. Diante dessa afirmação e do proposto nos Parâmetros Curriculares Nacionais, assinale a alternativa correta.

(A) O projeto de sociedade e nação deve resultar do próprio processo democrático, nas suas dimensões mais amplas, envolvendo a contraposição de diferentes interesses e a negociação política necessária para encontrar soluções para os conflitos sociais.
(B) Não se pode deixar de levar em conta que, na atual realidade brasileira, a profunda estratificação social e a injusta distribuição de renda têm funcionado como uma alavanca para que uma parte considerável da população possa fazer valer os seus direitos e interesses fundamentais.
(C)  Cabe ao cidadão comum o papel de assegurar que o pro-cesso democrático se desenvolva de modo que os entraves para a ascensão social diminuam cada vez mais.
(D) É papel da família investir na escola para que ela pre-pare e instrumentalize crianças e jovens para o processo democrático, forçando o acesso à educação de qualidade para todos.
(E)  É dever do professor garantir que os alunos tenham acesso e permanência na escola por meio de uma pro-posta educacional que tenha em vista a qualidade da formação oferecida a todos os estudantes.


26-(PCNs.Introdução,3º e 4º Ciclos do Ensino Fundamental).
De acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais do Ensino Fundamental, os quatro Pilares do Conhecimento sâo:

I-     Aprender a Conhecer; seleção de cultura geral com espírito investigativo e crítico. Aprender a aprender sempre;
II-    Aprender a Fazer: competência de se relacionar, de resolver problemas e adquirir qualificação profissional;
III-   Aprender a Viver com os Outros:  compreensão do outro e percepção de interdependências;
IV-  Aprender a Ser: desenvolvimento da personalidade e da autonomia. Assumir responsabilidades pessoais;
V-    Aprender a Ser Cidadão: consciente dos seus direitos e deveres.
Assinale a(s) alternativa(s) correta(s):

a)    I,II,III e IV
b)    II,III e V
c)    I,III,IV e V
d)    I,II,IV e V
e)    I,II,III e V

27- (PCNs.Introdução,3º e 4º Ciclos do Ensino Fundamental).
Seleção de conteúdos: relevância social e contribuição para o desenvolvimento intelectual do aluno. Rompe com a linearidade e o acúmulo, estabelecendo uma teia de significados com outros objetos do conhecimento. É formado por conteúdos:

I.        Conteúdos de Natureza Social;
II.        Conteúdos de Natureza Ambiental;
III.        Conteúdos de Natureza Conceitual;
IV.        Conteúdos de Natureza Procedimental;
V.        Conteúdos de Natureza Atitudinal;

Assinale a(s) alternativa(s) correta(s):
a)    I,II e IV;
b)    I,II e III;
c)    II,III,e IV
d)    III,IV,e V
e)    I,IV e V

28-Para que as expecttativas de aprendizagem dos alunos em relação às práticas de produção de texto possam ser concretizadas é necessário que se planeje e organize situações didáticas tais como:

I.        Atividades em que os diferentes gêneros sejam apresentados aos alunos através da leitura pelo professor, tornando-os familiares, de modo a reconhecer as suas diferentes funções e organizações discursivas;
II.        Atividades em que o professor assuma a posição de escriba para que os alunos produzam um texto oralmente com destino escrito, levando-os a verificar a adequação do escrito do ponto de vista discursivo, relendo em voz alta, levantando os problemas textuais;
III.        Atiidades de  escrita ou reescrita em duplas, em que o professor orienta os papéis de cada um: quem dita, quem escreve e quem revisa, alternadamente;

a)    Apenas a I está correta.
b)    Apenas a II está correta.
c)    Apenas a III está correta
d)    Todas estão corretas.
e)    Todas estão incorretas.


             GABARITO

1
C
2
B
3
B
4
B
5
C
6
C
7
A
8
C
9
A
10
E
11
A
12
D
13
A
14
E
15
E
16
E
17
E
18
C
19
E
20
C
21
D
22
A
23
C
24
A
25
A
26
A
27
D
28
D

           

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